Gurgel Xavante (1972) – Edição 26

Gurgel Xavante um esportivo para  o trabalho pesado

 

A Gurgel foi fundada em 1 de setembro de 1969 pelo falecido engenheiro mecânico e eletricista João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, que sempre sonhou com o carro genuinamente brasileiro.nota 1 Gurgel começou produzindo karts e minicarros para crianças no começo dos anos 60, quando tinha uma empresa de luminosos. O primeiro modelo de carro foi o bugue Ipanemanota 2 e utilizava, motor Volkswagen.

Gurgel-Xavante-1972

A marca viu que o Ipanema era usado em terrenos hostis e isso apontou o rumo que a empresa deveria seguir. Nisso, surgia o Xavante XT de 1972, já com chassi plasteel e suspensão desenvolvida pelo João Gurgel e que foi o primeiro carro da fábrica testado pelas Forças Armadas, vindo depois o Xavante XTC de 1974, um jipe maior e mais quadrado e no mesmo ano de lançamento do Xavante X-12 (que mais tarde seria apenas X-12). Logo, o Gurgel Xavante X-12 Xavante X12 iniciava ao relativo sucesso da marca. Este foi o principal produto durante toda a evolução e a existência da fábrica. Este jipe seguia a tendência dos bugues de sua época e tinha como características diferenciais um chassi feito de plasteel (projeto patenteado pela Gurgel desde o início de sua aplicação, que era uma união de plástico e aço, que aliava alta resistência a torção e difícil deformação), uma carroceria de plástico reforçado com fibra-de-vidro (PRF)nota 3 e o selectraction.nota 4 O Xavante logo agradou ao público, por sair da concepção tradicional dos bugres, e ao Exército brasileiro, que fez grande encomenda – havia uma versão militar especialmente produzida para este fim, o que deu impulso à produção. O modelo X12, era uma versão civil do jipe das forças armadas. Cumpre lembrar, que o sucesso dos veículos e da marca se deu ao fato de não haver no mercado concorrência à altura, pois o Brasil tinha restrição à importação de veículos automotores. No mercado existiam o Toyota Bandeirante (versão brasileira do Land Cruiser com motor diesel Mercedes) e o Jeep Willys (posteriormente Ford). Estes veículos eram equipados com tração 4×4 e tinham desempenho bastante superior ao Gurgel em uso fora de estrada (que só era apresentado com tração traseira), porém eram muito caros e apresentavam alto custo de manutenção e consumo.

 

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2 comments
  1. Tive um modelo XT 1972, em Manaus, e ao vir para o Rio de Janeiro, tive que vendê-lo. Ótimo carro. Hoje, está difícil encontrar um a venda. Eh uma pena !

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